segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Teorias da aprendizagem 🤯

    Hoje quero compartilhar um pouco sobre uma aula que tive sobre teorias da aprendizagem, um tema essencial para quem se interessa por educação e desenvolvimento humano. Falamos principalmente sobre as abordagens cognitivista e sociointeracionista, e como elas se relacionam com a prática pedagógica. Essas são algumas coisas que anotei sobre a aula:         

       Se aprofundando mais no assunto depois da aula entendi o conceito da teoria cognitivista como uma teoria que entende que a aprendizagem é um processo interno, que envolve a organização e interpretação das informações. Ou seja, aprender não é apenas receber dados, mas compreendê-los e integrá-los ao que já sabemos.                                                                                                               Uma frase que me marcou na aula foi: “A cognição só vai acontecer se houver uma experiência.” Ou seja, para que o conhecimento seja significativo, é necessário haver uma prática, uma vivência que desafie o aluno a pensar, refletir e construir o conhecimento por si mesmo. Como comentei no meu post anterior, minha professora faz umas aulas super dinâmicas para que possamos relacionar o conteúdo com a realidade e ela fez algumas atividades práticas para melhor compreensão. Com essa frase que me marcou eu consegui relacionar muitas coisas que aprendi nos anos anteriores quando fiz o curso de magistério, como: para que a criança aprenda as letras é necessário que primeiro a criança conheça a letra e isso pode ser feito de várias maneiras, por exemplo: desenhar o traçado da letra no chão para que a criança ande por cima, fazer a letra com massinha, fazer o traçado da letra com o dedinho na areia, etc.

    Também anotei um slide que ela explicou sobre o teórico do cognitivismo Jean Piaget. Ele propôs que a aprendizagem acontece a partir de um processo de construção ativa, onde o aluno passa por fases como:

  • Situação (algo novo ou desafiador);

  • Desequilíbrio (o aluno percebe que não sabe ou não entende completamente);

  • Assimilação (tenta encaixar o novo conhecimento no que já sabe);

  • Acomodação (reorganiza seu pensamento para incorporar o novo);

  • Equilíbrio (adquire uma nova compreensão e se sente seguro novamente).

    E como a professora disse, essa teoria é muito compatível com a proposta da educação adventista, que busca formar indivíduos de maneira integral, incentivando a reflexão, a autonomia e o crescimento moral e intelectual. Mas claro que é uma teoria que se encaixa, isso não significa que a educação adventista seja "piagetiana" (não tenho certeza que essa palavra exista 😅, mas deu pra entender)

      Também anotei sobre a teoria sociointeracionista, baseada nas ideias de Lev Vygotsky, que entende que o desenvolvimento cognitivo acontece principalmente por meio das interações sociais. A aprendizagem, nesse contexto, não é um processo isolado, mas sim coletivo, mediado pela cultura, linguagem e pelas relações humanas.Um conceito importante dessa teoria é a chamada Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), que representa o espaço entre:

  • Desenvolvimento real: o que o aluno já é capaz de fazer sozinho, com autonomia;

  • Desenvolvimento potencial: o que o aluno ainda não consegue fazer sozinho, mas pode alcançar com ajuda de um mediador (professor, colega, etc.).

        Durante a aula, a professora trouxe um exemplo prático para ilustrar esse conceito:
        Ela propôs um jogo de lançar argolas em um cone, oferecendo como estímulo um açaí para motivar os alunos. Um aluno em particular sabia o que precisava fazer e como fazer, mas mesmo assim falhou nas tentativas. Então, a professora mudou o cone de lugar para facilitar, mas o aluno ainda assim não conseguiu acertar. Por fim, ela permitiu que ele levasse o cone para casa, com o objetivo de praticar e desenvolver melhor essa habilidade. Esse exemplo nos fez refletir sobre o processo de aprendizagem dentro da ZDP. O aluno tinha algum domínio da tarefa (desenvolvimento real), mas ainda precisava de apoio e prática para melhorar aquela habilidade (desenvolvimento potencial). A professora, ao oferecer um estímulo (açaí) e ajustar o desafio (movendo o cone e permitindo a prática em casa), atuou como mediadora nesse processo de avanço.

        Um ponto interessante que surgiu na aula foi a ideia de que o nosso cérebro é extremamente flexível e poderoso, mas também é econômico, ou seja, ele tende a evitar esforços desnecessários. Por isso, a motivação e o desafio adequado são essenciais para ativar os processos cognitivos e promover a aprendizagem real. Acho que o resumo de hoje já ficou muito extenso, então pra finalizar, algo essencial que ficou da aula: não existe prática pedagógica eficaz sem compreensão teórica. Quando o educador compreende as teorias da aprendizagem, ele se torna mais capaz de organizar ambientes de ensino que respeitam o ritmo, as necessidades e as potencialidades de cada aluno e tanto o cognitivismo quanto o sociointeracionismo nos mostram que aprender é um processo ativo.


Bye byeeee, até a próxima aula 💖



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