Hoje quero compartilhar um pouco sobre uma aula que tive sobre teorias da aprendizagem, um tema essencial para quem se interessa por educação e desenvolvimento humano. Falamos principalmente sobre as abordagens cognitivista e sociointeracionista, e como elas se relacionam com a prática pedagógica. Essas são algumas coisas que anotei sobre a aula:
Se aprofundando mais no assunto depois da aula entendi o conceito da teoria cognitivista como uma teoria que entende que a aprendizagem é um processo interno, que envolve a organização e interpretação das informações. Ou seja, aprender não é apenas receber dados, mas compreendê-los e integrá-los ao que já sabemos. Uma frase que me marcou na aula foi: “A cognição só vai acontecer se houver uma experiência.” Ou seja, para que o conhecimento seja significativo, é necessário haver uma prática, uma vivência que desafie o aluno a pensar, refletir e construir o conhecimento por si mesmo. Como comentei no meu post anterior, minha professora faz umas aulas super dinâmicas para que possamos relacionar o conteúdo com a realidade e ela fez algumas atividades práticas para melhor compreensão. Com essa frase que me marcou eu consegui relacionar muitas coisas que aprendi nos anos anteriores quando fiz o curso de magistério, como: para que a criança aprenda as letras é necessário que primeiro a criança conheça a letra e isso pode ser feito de várias maneiras, por exemplo: desenhar o traçado da letra no chão para que a criança ande por cima, fazer a letra com massinha, fazer o traçado da letra com o dedinho na areia, etc.
Também anotei um slide que ela explicou sobre o teórico do cognitivismo Jean Piaget. Ele propôs que a aprendizagem acontece a partir de um processo de construção ativa, onde o aluno passa por fases como:
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Situação (algo novo ou desafiador);
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Desequilíbrio (o aluno percebe que não sabe ou não entende completamente);
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Assimilação (tenta encaixar o novo conhecimento no que já sabe);
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Acomodação (reorganiza seu pensamento para incorporar o novo);
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Equilíbrio (adquire uma nova compreensão e se sente seguro novamente).
E como a professora disse, essa teoria é muito compatível com a proposta da educação adventista, que busca formar indivíduos de maneira integral, incentivando a reflexão, a autonomia e o crescimento moral e intelectual. Mas claro que é uma teoria que se encaixa, isso não significa que a educação adventista seja "piagetiana" (não tenho certeza que essa palavra exista 😅, mas deu pra entender)
Também anotei sobre a teoria sociointeracionista, baseada nas ideias de Lev Vygotsky, que entende que o desenvolvimento cognitivo acontece principalmente por meio das interações sociais. A aprendizagem, nesse contexto, não é um processo isolado, mas sim coletivo, mediado pela cultura, linguagem e pelas relações humanas.Um conceito importante dessa teoria é a chamada Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), que representa o espaço entre:
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Desenvolvimento real: o que o aluno já é capaz de fazer sozinho, com autonomia;
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Desenvolvimento potencial: o que o aluno ainda não consegue fazer sozinho, mas pode alcançar com ajuda de um mediador (professor, colega, etc.).
Um ponto interessante que surgiu na aula foi a ideia de que o nosso cérebro é extremamente flexível e poderoso, mas também é econômico, ou seja, ele tende a evitar esforços desnecessários. Por isso, a motivação e o desafio adequado são essenciais para ativar os processos cognitivos e promover a aprendizagem real. Acho que o resumo de hoje já ficou muito extenso, então pra finalizar, algo essencial que ficou da aula: não existe prática pedagógica eficaz sem compreensão teórica. Quando o educador compreende as teorias da aprendizagem, ele se torna mais capaz de organizar ambientes de ensino que respeitam o ritmo, as necessidades e as potencialidades de cada aluno e tanto o cognitivismo quanto o sociointeracionismo nos mostram que aprender é um processo ativo.
Bye byeeee, até a próxima aula 💖
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